Iguaria Napolitana

Realmente, uns círculos de massa recobertos com ervas e especiarias eram um alimento muito popular entre os pobres do sul da Itália quando próximo do início do primeiro milênio surge o termo “picea”, na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. “picea” indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. não muito tempo depois aparecia, pela primeira vez, na romântica nápoles, a palavra pizza. 

Acredita-se que a “picea” derive de “pinsa” (particípio passado do verbo latino pinsere – pisar sobre, esmagar, moer, reduzir a pó), e que daí se derive a palavra “pizza”, que já era conhecida na alta idade média. durante os séculos seguintes, surgem várias formas locais da palavra, indicando variações culinárias sobre o tema – do doce ao salgado, com diferentes métodos de cozedura. na verdade, no sul da Itália, até hoje, a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas. 

Mas há, também, quem afirme que pizza vem do grego “pitta”, que significa pão achatado. outros, ainda, afirmam que pizza poderia vir da palavra alemã antiga “bizzopizzo” (hoje seria “bissen”) que significava “pedaço de pão”. impossível saber ao certo. mas, uma coisa ninguém nega, a pizza, como a conhecemos hoje, é napolitana. 

Entre a idade média e renascença, a pizza começa definir seu caráter democrático, oscilando entre o uso popular e o gosto aristocrático; entre os banquetes reais e as cantinas dos pobres. 

À medida que se tornava mais popular, erguiam-se barracas de rua onde eram vendidas, assim como nas padarias. eram consumidas dobradas ao meio, como se fossem um sanduíche, inclusive no café da manhã. normalmente, a massa de pão recebia ingredientes baratos como alho, toucinho, peixes fritos e queijo. quem tinha um pouco mais de dinheiro colocava queijos mais nobres, pedaços de linguiça ou ovos por cima. 

Por volta do século 16, os pães redondos já eram muito parecidos com as pizzas, exceto pelo fato de não se utilizarem tomates. o manjericão já despontava como tempero predileto e a novidade já era apreciada na corte de Nápoles 

Durante o século 18, as pizzas eram cozidas em fornos a lenha (construídos de tijolos ou pedras vulcânicas) e, durante o dia, vendidas nas ruas e vielas de nápoles por meninos que traziam na cabeça pequenas estufas de estanho para mantê-las aquecidas e atraíam a clientela com seus gritos característicos. este incômodo método de vendas fez, entretanto, ainda mais popular o novo prato.

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